Representantes de diversas instituições que integram a Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher de Cuiabá se uniram na campanha “O silêncio não protege”, iniciativa que busca conscientizar a população sobre o direito das mulheres ao respeito e estimular a denúncia de qualquer forma de violência — seja física, moral, psicológica ou sexual.
O vídeo oficial foi lançado no período de Carnaval, época marcada por grandes eventos e aumento na circulação de pessoas, mas a mensagem vai além da folia. A mobilização destaca que o combate à violência deve ser permanente e que a rede de proteção atua durante todo o ano, oferecendo acolhimento, orientação e encaminhamento às vítimas.
Rede articulada e canais permanentes de denúncia
A campanha reforça que os canais 180 e 190 funcionam de forma gratuita e anônima, garantindo segurança para quem precisa denunciar. O objetivo é romper o ciclo do silêncio que, muitas vezes, impede que mulheres procurem ajuda diante de situações de violência doméstica e familiar.
A iniciativa é coordenada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher/TJMT) e da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ), reunindo representantes do Judiciário, Ministério Público, Polícia Civil, Executivo e conselhos de direitos.
Entre as autoridades participantes estão a desembargadora Maria Erotides Kneip, a juíza Tatyana Lopes de Araújo Borges, a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra e a delegada Judá Maali, além de representantes da Procuradoria do Estado, Politec, Conselho Estadual dos Direitos da Mulher e Secretaria Municipal da Mulher.
Conscientização além do período festivo
A escolha do Carnaval como marco de lançamento reforça o alerta para comportamentos abusivos frequentemente registrados em períodos festivos. No entanto, a campanha enfatiza que o respeito e a convivência saudável entre homens e mulheres devem ser princípios permanentes.
Com o lema “O silêncio não protege”, a mobilização busca fortalecer a cultura da denúncia, ampliar a informação sobre direitos e consolidar a atuação integrada das instituições que compõem a rede de enfrentamento em Cuiabá.
A mensagem central é clara: violência não deve ser tolerada, silenciada ou naturalizada — e a rede de apoio está preparada para agir sempre que for acionada.
