Presidente estadual da legenda afirma que decisão será tomada pelos convencionais durante convenção partidária.
O presidente estadual do Podemos, Max Russi, afirmou que o partido definirá nesta terça-feira (4), durante a convenção estadual, se integrará a coligação liderada pelo senador Wellington Fagundes (PL) ou o grupo do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) na disputa pelas eleições de 2026 em Mato Grosso.
Em entrevista ao site HNT, Max Russi evitou antecipar qual será sua posição e ressaltou que a decisão será tomada de forma democrática pelos convencionais da legenda.
“Vou deixar para os convencionais decidirem”, declarou.
O Podemos tornou-se uma das legendas mais disputadas nesta reta final de formação das chapas majoritárias. Embora Max Russi seja integrante da base do Governo do Estado e mantenha boa relação política tanto com Otaviano Pivetta quanto com Wellington Fagundes, o partido ainda não definiu qual palanque apoiará.
O cenário político mudou após a deputada estadual Janaina Riva (MDB) confirmar sua aliança com o PL para disputar uma vaga ao Senado. Antes dessa definição, havia expectativa de que ela pudesse integrar a chapa de Otaviano Pivetta como candidata a vice-governadora, o que aproximaria naturalmente o Podemos do Republicanos.
Com a entrada de Janaina no grupo de Wellington Fagundes, o PL passou a ganhar força nas negociações com o Podemos. Max Russi mantém boa relação com a deputada, e ambos chegaram a ser cogitados para compor uma chapa ao Governo do Estado em articulações anteriores.
Apesar da afinidade política, Max afirma que a decisão será pautada pelo espaço que o partido poderá ocupar na composição das chapas.
Nos bastidores, o Republicanos é visto como o grupo que oferece maior possibilidade de participação ao Podemos. Na aliança liderada por Otaviano Pivetta, a legenda poderá indicar o candidato a vice-governador ou disputar a segunda vaga ao Senado, formando chapa com o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil). Entre os nomes cotados está o do ex-presidente da Aprosoja-MT, Antônio Galvan (Avante), aliado político de Max Russi.
Já em uma eventual aliança com Wellington Fagundes, o espaço destinado ao Podemos seria mais restrito, com a possibilidade de indicar apenas suplentes para a disputa ao Senado.
Questionado sobre a união entre PL e MDB, Max Russi preferiu não avaliar a estratégia das demais legendas.
“É difícil eu falar dos partidos que não são o meu. Acho que agora é hora de arrumação, de fechamento. Todo mundo está organizando as chapas, organizando os times, é natural isso”, afirmou.
A decisão da convenção do Podemos é considerada estratégica e pode influenciar diretamente a composição das chapas majoritárias para o Governo de Mato Grosso e para o Senado nas eleições deste ano.